Universidade de SC estuda aparelho para desinfecção hospitalar baseado na radiação ultravioleta

Uma parceria entre uma empresa de tecnologia argentina e uma universidade catarinense resultou em soluções para hospitais, consultórios e centros de saúde.

A primeira é um robô esterilizante que evita o contato humano com vírus e outros micro-organismos. O método utilizado é a desinfecção baseado na radiação ultravioleta.

"O efeito virucida da radiação ultravioleta é conhecida há tempo, inclusive existem estudos que apontam o efeito da UV em eliminar vírus da família corona. A novidade do nosso projeto está na associação da radiação ultravioleta com o efeito virucida também conhecido de um agente químico que vamos utilizar. A nossa hipótese é que reduza o tempo de aplicação do protocolo de desinfecção de ambientes e dar mais agilidade em todos processos que vão surgir depois. O uso da UV para esse tipo de objetivo já se mostrou mais eficaz do que a limpeza manual", explica o professor da Unisociesc Tiago Souza dos Santos.

Depois de testado, o robô poderá atuar em consultórios odontológicos, clínicas de estética, unidades de pronto-atendimento e hospitais.

"Nosso projeto surgiu da iniciativa de três pesquisadores e da empresa Cecbra, foi selecionado para financiamento pelo governo do estado em recente edital da Fapesc [Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina]. A estratégia é avaliar os efeitos de um agente físico e um agente químico para desinfecção em superfícies potencialmente contaminadas por diferentes patógenos. A equipe é formada por professores da Unisociesc de Jaraguá do Sul e por um laboratório da UFSC [Universidade Federal de Santa Catarina]. A parceria está sendo firmada e espero que em breve possamos ter os contratos assinados e os testes realizados", explica Souza.

Outro equipamento em estudo é um aparelho para melhorar a elasticidade pulmonar. "O objetivo é desenvolver um equipamento que permita automatizar os exercícios pulmonares da fisioterapia. O paciente que recebe esse tipo de tratamento consegue fortalecer a capacidade respiratória, já que é um trabalho interativo de pressão positiva e negativa sobre os pulmões, com gases medicinais onde os parâmetros são controlados por microprocessadores", afirma Alfredo David Emiliano Castro, que é CEO da Cecbra.

A parceria da universidade com a empresa argentina especializada em equipamentos de saúde começou em 2019, mas foi no início da pandemia que a instituição foi procurada para desenvolver esses dois equipamentos que também podem ajudar no combate ao coronavírus.

"A maioria dos trabalhos científicos focou no tratamento de pacientes infectados, mas a nossa linha de pesquisa está focada no combate ao coronavírus quando ele está fora do corpo humano e até na fisioterapia respiratória para fortalecer os pacientes em risco", afirma Castro.

A empresa também instalou no campus da universidade em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, uma série de outros equipamentos que já estão sendo utilizados para pesquisa e atendimento gratuito à população. "Esta oportunidade abriu as portas para criar um vínculo forte com setor acadêmico, para que nossos equipamentos ofereçam o melhor da ciência e tecnologia para o público em geral com um valor mais acessível", finaliza.

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