Como engajar colaboradores? Veja exemplos de empresas de tecnologia

Entender continuamente o sentimento dos funcionários é essencial para tomar decisões rápidas e de acordo com a realidade de cada empresa

27.06.2020

Para os especialistas não há dúvidas de que o impacto da pandemia da Covid-19 será significativo na vida pessoal e profissional de muita gente. O estresse e a insegurança do momento podem levar muitos colaboradores a ansiedade, a frustração e ao esgotamento. Quando deixados de lado, esses sentimentos podem afetar diretamente o engajamento dos profissionais, levando a problemas de produtividade no trabalho, e, eventualmente, influenciando a capacidade de organização necessária para cumprir com as tarefas diárias. 

A Pulses, plataforma de escuta contínua do colaborador, disponibilizou uma pesquisa gratuita para medir os impactos da crise nos trabalhadores, o Termômetro de Crise. Com o resultado em mãos, foi possível perceber que as empresas que ouviram e se preocuparam com a sua equipe tiveram um índice de engajamento maior. "Fatores de bem estar, como o senso de justiça, inovação e saúde, tanto mental quanto física, impactam fortemente no engajamento, porque os colaboradores sentem que são importantes para a empresa. Por isso a abordagem de continuous sensing, que é entender continuamente para onde está indo a sua empresa através de pesquisas de clima semanais ou quinzenais, é tão importante em um momento de crise como o que estamos vivendo: porque ajuda a empresa a se adaptar mais rapidamente de acordo com as demandas reais da organização", comenta Cesar Nanci, CEO da startup.

Algumas empresas de tecnologia têm trabalhado ações diferenciadas para engajar os colaboradores e mantê-los próximos, mesmo com o trabalho remoto. É o caso da Área Central — empresa especialista em gestão de centrais de negócios — que, por meio da ação interna "Fique em casa comigo AC", buscou manter o engajamento dos colaboradores em home office, promovendo uma sequência de lives. "Utilizamos a tendência das lives e adaptamos para um modelo que fizesse sentido para a nossa empresa", explica Rudinei Pereira, analista de marketing. Em cada live, um colaborador convidado apresentava algum talento, abordava um assunto que fosse além da empresa, e que surpreendesse os colegas. "Com essas transmissões, conseguimos unir o time novamente, conhecer melhor nossos colegas e mostrar que a empresa está preocupada com o bem-estar de todos". Algumas temas das lives foram: cozinhando ao vivo, bate-papo sobre saúde mental, aula de yoga, case sobre inovação e empreendedorismo e até um show musical. Ao todo foram mais de seis horas de transmissão, mais de 400 visualizações e 300 comentários, além das expectativas para uma nova rodada de lives.

Na Softplan, os colaboradores seguem podendo desfrutar do programa de saúde de forma remota: toda a equipe tem aulas de ginástica laboral, yoga e meditação online, e conta também com atendimento médico e psicológico à distância. Para aproximar os softplayers durante os meses de isolamento, a empresa também criou webinars para trocar dicas sobre o home office, saúde física e psicológica; uma página específica na intranet com todos os cuidados e orientações sobre o coronavírus; um canal na rede social corporativa para troca de experiências durante a quarentena, e o Grupo Bem-Estar, que é uma roda de conversas virtuais mediadas por uma psicóloga para trocas sobre saúde emocional. O objetivo do grupo é que todos os participantes possam ter mais ferramentas para treinar suas habilidades sociais e seu autoconhecimento nesse momento. "Nós acreditamos na cultura de bem-estar como pilar para uma vida mais plena e produtiva. Temos muitos depoimentos de colaboradores que mudaram hábitos, e que relatam que as aulas de yoga e meditação ajudam a aumentar a concentração e foco, auxiliando, inclusive, em tomadas de decisões durante a jornada", explica Renata Boschetto, coordenadora de Desenvolvimento Humano e Organizacional da Softplan.

Para manter o time engajado, a Involves, empresa que desenvolve soluções em trade marketing, manteve os alinhamentos online entre as equipes nos escritórios no Brasil, México e Colômbia, inclusive as aulas de espanhol. "Disponibilizamos ferramentas para que as atividades que possam ser mantidas online continuem", afirma o CEO André Krummenauer. Além disso, os involvidos recebem vídeos com dicas de exercícios de ergonomia e atividades físicas e podem participar das atividades de alongamento laboral e yoga remotamente. Para manter a interação, a empresa incentiva os colaboradores a compartilharem como foi o dia de home office, as curiosidades e dificuldades do dia a dia. "Sabemos que é um momento de ansiedade e é preciso cuidar das pessoas à nossa volta. Queremos demonstrar o apoio a todos com quem trabalhamos e mostrar que podem contar com a gente", finaliza André. 

Na startup Effecti, empresa de Rio do Sul (SC) especializada em tecnologia para participantes de licitações, os 46 funcionários estão em home office desde a segunda quinzena de março, mas mesmo com a distância física, seguem enturmados. A startup organiza uma série de atividades para manter a equipe motivada e engajada, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Os workshops que eram realizados todas as sextas-feiras na sede foram mantidos, porém adaptados para o formato online. Além disso, disponibiliza uma sala virtual todas as quartas no final do dia para aqueles que desejam entrar e conversar com os colegas. No Dia das Mães, a equipe participou de um quiz online para descontrair, onde as pessoas tinham que adivinhar de qual colega era a mãe que aparecia na foto. "Também mantemos uma parceria com uma psicóloga para aqueles que sintam a necessidade durante a quarentena de conversar com um profissional, e aplicamos uma pesquisa interna para entender como eles estão se sentindo em home office", conta Candice Ourique de Almeida, analista de Recursos Humanos da Effecti.

Fonte: Assessoria

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