Sistema prisional de Santa Catarina está 23% acima da capacidade

Santa Catarina tem 26.628 presos cumprindo regimes de detenção, 22.295 deles ocupando vagas em presídio. Por ter apenas 18.107 vagas oficiais disponíveis, o estado está com superlotação de 23%, conforme levantamento divulgado nesta sexta-feira (26).

Os dados levantados são referentes a março e abril, os mais atualizados do país. O último Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), do Governo Federal, é de junho de 2016 – uma defasagem de quase três anos.

Apesar da falta de vagas, comparado com a situação das demais unidades da federação, Santa Catarina é o 2º estado com menor superlotação. Fica somente atrás do Paraná, com 15,4% de pessoas encarceradas a mais do que vagas oficiais.

O estado ainda diz estar construindo 954 novas vagas, número insuficiente para cobrir o déficit. Somente no caso de presos provisórios, 5.879 estão encarceradas, o que representa 26,4% da massa carcerária.

Educação e trabalho
Os dados coletados também expõem uma das principais falhas no sistema penitenciário: a da ressocialização dos presos no Brasil.

Em Santa Catarina, 23,6% dos presos trabalham, um total de 6.277 pessoas. A média é um pouco maior do que o restante do país, em que menos de um em cada cinco presos tem uma ocupação trabalhista.

Já com relação aos presos que trabalham, o país atinge uma marca de 12,6%. No estado, o percentual é menor, de 11.7%, o que equivale a 3.122 presos.

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