Casos confirmados de coronavírus dobram em SC e chegam a 14

Pacientes foram diagnosticados em seis cidades, sendo a maior parte em Florianópolis. Há 177 casos ainda em investigação.

19.03.2020

O número de casos confirmados de coronavírus em Santa Catarina dobrou em relação à última atualização, chegando a 14 nesta quarta-feira (18), informou o governo do estado. De acordo com o Ministério da Saúde, há 346 casos suspeitos e 47 foram descartados. Entre os pacientes com Covid-19, somente um está internado. O Sul catarinense está com transmissão comunitária do vírus, ou seja, não sendo possível identificar a origem do contágio, o que levou o estado a decretar situação de emergência.

Os casos suspeitos estão em todas as regiões do estado, informou o governo. Já os pacientes com coronavírus foram diagnosticados em Florianópolis (5 casos), Balneário Camboriú (2), Rancho Queimado (2), Braço do Norte (2), Tubarão (2) e Joinville (1 caso). Quatro casos são de contágio comunitário.

Um dos pacientes de Braço do Norte está hospitalizado em Içara. Ele recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta quarta, mas permanece internado, em isolamento.

Em Florianópolis, o quarto caso confirmado é de uma mulher de 45 anos que viajou recentemente para França, Itália e Portugal, informou a prefeitura. Ela está em isolamento domiciliar e com quadro leve da doença.

O quinto caso confirmado de Florianópolis é de um homem de 39 anos que chegou recentemente de uma viagem de São Paulo. Ele está internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em um hospital particular da capital, conforme a prefeitura.

Todos os familiares desses novos casos de Florianópolis são monitorados pela Vigilância Epidemiológica municipal, que faz contatos diários por telefone.

Os números atualizados em Santa Catarina foram anunciados em entrevista coletiva nesta quarta com o governador Carlos Moisés (PSL), e os secretários de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino, da Infraestrutura, Thiago Vieira, e o presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública, delegado Paulo Koerich.

"As pessoas precisam entender que neste momento a melhor conduta a ser realizada é ficar em residência, se eximir um pouco do convívio social. Isso vai nos dar capacidade operativa, enquanto estado, enquanto saúde, para que a gente possa fazer enfrentamento a essa pandemia que está no território brasileiro, no território catarinense", disse Zeferino.

Sobre o decreto de emergência, a administração estadual disse que os cidadãos ainda estão em fase de adaptação às medidas de restrição e voltou a reafirmar a importância desse tipo de atitude no estágio atual da pandemia.

"O objetivo do governo é se antecipar à larga escala de contágio, para que consiga viabilizar o sistema de resposta, por isso a situação de emergência para restringir atividades e evitar o contágio. (...). A partir do momento que a gente tem 10, 15, 20 casos identificados, para isso se transformar em mil, dois mil casos, é questão de alguns dias", disse Moisés.
O estado reforçou que, apesar das restrições impostas pelo decreto, não há necessidade da população fazer estoques de remédios e alimentos, já que farmácias, supermercados e centros de distribuição funcionam normalmente, não havendo risco de desabastecimento nas cidades. E ressaltou que é preciso evitar aglomerações para evitar a propagação da Covid-19.

Testes, coronavírus e gripe
Zeferino disse que o estado recebeu na terça-feira (17) mais 480 kits para testes, do governo federal, para serem usados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), e que essa quantidade é suficiente no momento. Os resultados saem entre 48 horas e 72 horas depois que a coleta chega ao local.

O secretário afirmou, porém, que o momento é de transição, com buscas por casos suspeitos, mas que isso deve mudar no futuro, com investigação somente de pacientes mais graves internados em hospitais.

"Isso porque é deles que precisamos do diagnóstico, se é ou não coronavírus, até por uma questão de atendimento clínico e atendimento através das medicações que nós vamos utilizar no ambiente hospitalar. E passa-se através disso com a possibilidade de que aqueles que têm sinais e sintomas de gripe passam a ser considerados como se coronavírus tivessem", explicou.

Recursos
Moisés afirmou que instituições públicas do estado ofertaram R$ 58 milhões de recursos ao estado, após reunião entre os Poderes: R$ 8 milhões por meio do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados do Ministério Público (MPSC), para leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI); R$ 20 milhões do Tribunal de Contas do Estado; R$ 20 milhões da Assembleia Legislativa (Alesc); e R$ 10 milhões do Tribunal de Justiça (TJSC).

Zeferino disse que Santa Catarina recebeu R$ 14 milhões nesta semana do governo federal para atenção de média e alta complexidade, e que foi encaminhado ao Ministério da Saúde um pedido de insumos, como máscaras e luvas descartáveis, para combate à doença. A solicitação ainda não foi respondida.

Impactos econômicos
Segundo Moisés, houve reunião nesta quarta com a equipe econômica do governo e que em breve serão anunciadas medidas, mas adiantou que entre elas estão crédito facilitado para micro e pequenos empresários, créditos subsidiados pelo governo do estado para os empresários pagarem menos ou nenhum juros e ampliação de programas já existentes.

"Também estamos estudando junto ao governo federal, através do Confaz [Conselho Nacional de Política Fazendária] a possibilidade de aderirmos, no que diz respeito aos tributos estaduais, ao Simples, que a gente possa prorrogar o recolhimento desses tributos. No que diz respeito aos tributos federais, isso já foi concedido pelo governo federal. Estamos discutindo porque tem que haver consenso entre os estados brasileiros", disse Moisés.

Fonte: G1 SC

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