Prestí­gio ou habilidade: o que decide eleição?

HABILIDADE  Foi o que faltou à ex-presidente Dilma Roussef (PT) que não soube dialogar com o Congresso. Como jamais havia disputado uma eleição, tinha apenas o perfil gerencial. Esqueceram de avisá-la: na política bronca funciona muito pouco e ordens nem sempre são bem vindas. Uma figura que representa a antítese dela é  ngela Merkel – 1ª. Ministra da Alemanha.  Nos últimos anos tem sobrevido politicamente graças a sua habilidade, ouvindo e dialogando muito, decidindo sem precipitação. Se Dilma tivesse lido a respeito do comportamento de Merkel,  teria errado menos. 

REPORTANDO  ao título da coluna, pelos exemplos locais, nacionais e no mundo, os exemplos mostram que nem sempre o prestígio pessoal tem sido o passaporte para o poder. Candidatos  preparados para o cargo, acabaram derrotados por equívocos nas alianças partidárias, erros nos discursos e propostas e tropeços ao longo da campanha. Normalmente seus discursos  são reflexos do que realmente pensam, independente da opinião dos eleitores. Não se preocupam em agradar. 

GANHAM os habilidosos, que conversam atrás das cortinas, que ouvem mais, que cedem espaços e encaram as eleições como um jogo normal, onde se perde e se ganha. Por exemplo – em tese – o ex-governador Alckmin (PSDB) seria o candidato mais apto a governar o país, mas faltou-lhe habilidade em várias ocasiões. Em Campo Grande, Edson Giroto (PR) era o portador de todas as qualificações para o cargo de prefeito mas perdeu feio. 

ROBERTO CAMPOS   lembrava: “ao subir num palanque, os candidatos competentes devem esquecer seu currículo e as suas propostas racionais. Lá o que vale é o dialeto do PAMG – que quer dizer – prometer, acusar, mentir e gritar.”  Infelizmente na hora do voto o coração fala mais alto do que a mente. Assim a primeira derrotada é a verdade, pois os votos são passionais. Vota-se pela simpatia ou antipatia.  O que falta nestas horas é racionalidade.    Já vi candidato a vereador derrotado porque resolveu dar aula de Educação Moral e Cívica no palanque. O povo detesta candidato chato, pessimista. 

SÓ DESGRAÇA?  Pelo conteúdo do noticiário da TV Globo o país está despido de  esperança e aspectos positivos. De cabo a rabo a pauta só fala de golpes, violência, tragédias  e dados negativos sobre o comportamento do brasileiro. Para a Globo o Brasil seria uma ‘Chernobil’  sem chances  após o episódio da explosão na usina nuclear. Será que a maioria da população não é de gente de bem e que sonha com um país melhor. Bolsonaro fechou a$ torneira$ e deu nisso!

VOTO OBRIGATÓRIO.  “Os nossos governos são escolhidos por eleitores que tem um dos piores níveis educacionais do universo, quase metade da população é analfabeta pura ou funcional. (Luiz G. Bertelli – Academia Paulista de Educação). “O voto obrigatório garante que no dia da eleição compareçam todos os habitantes dos seus currais, cujos votos compram com a doação de  dentaduras e com anúncios de felicidade instantânea na televisão, pagos por sinal, com seu dinheiro.” (José R. Guzzo) “Dos 231 países em que há eleições, só em 31 o voto é obrigatório, sendo 13 na América Latina.” ( ex-deputado federal Hélio Duque)

“A ESQUERDA vê o Estado como o instrumento de política pública para criar o máximo de igualdade possível. A direita, aposta que se pode promover a igualdade e mudança estrutural com menos Estado. Como explicar uma ditadura direitista? Simples: Estado forte em benefício de poucos. O que caracteriza a esquerda, como se vê, não é apenas o gosto por muito Estado, mas o uso do Estado para determinados fins. A ditadura de direita é uma distorção perversa do liberalismo econômico assim como a de esquerda é uma corrupção do social.” (Juremir Machado da Silva- Correio do Povo)

CONFIRA: “A infelicidade tomou conta do Brasil, segundo o Instituto Gallup  em parceria com a ONU e fundações internacionais  (era o 15º país mais feliz em 2015, passou para a 32ª posição). Crises econômica, política, moral, ética, tudo explica a queda. Mais: desemprego, trabalho precarizado , fome, miséria, perda de status social, insegurança jurídica, corrupção, revolução tecnológica que privilegia a concentração de riqueza, uso vulgar da internet, ódio, violência e por aí vai. O predomínio é dos discursos, não das ações da vida. A ilusão tomou lugar da verdade. ”  (Luiz Flávio Guimarães – jurista e deputado federal PSB-SP)

ORELHA EM PÉ  Os políticos profissionais que se cuidem. A cada eleição aqui e mundo afora resultados rejeitam que fazem da política mais que profissão, adotando o Governo como sua propriedade. A última a lição veio da Ucrânia onde o humorista Volodymyr Zelenski venceu o presidente  e candidato a reeleição Petro Porochenko. A frase emblemática do vencedor no último debate merece ser decorada pelos nossos políticos. Anotem: “Eu não sou político.  Eu sou só uma pessoa comum que veio para quebrar o sistema. Sou o resultado de seus erros e promessas.”

É POUCO? Cada deputado federal tem salário de Cr$33.763,00; auxílio moradia de Cr$4.253,00 (ou apto grátis), verba de R$101,9 mil para contratar até 25 funcionários; de R$ 30.788,66 a R$45.612,52 mensais para alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas. Dois salários no primeiro e no último mês da legislatura como ajuda de custo, ressarcimentos  gastos  médicos. Esses os principais benefícios  entre salários benesses custam R$2,14 milhões por ano, ou R$179 mil mensais.

Já se foi o tempo que a união fazia a força. Hoje a União cobra os impostos e quem faz força é você. ( Max Nunes)

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp

Leia Também