Planos de prevenção para evitar tragédias em barragens de SC é tema de reunião

A informação de que 44 das 177 barragens em Santa Catarina estão com problemas estruturais ou em grau de risco e que outras 288 estruturas estão em fase de construção, licenciamento ou em estudo, reforçou a decisão dos deputados da necessidade da instalação da Frente Parlamentar dos Direitos das Famílias Catarinenses atingidas por Barragens. 

A frente pretende levantar números oficiais e cobrar a elaboração de planos de prevenção para evitar tragédia como  a ocorrida com o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, no município de Brumadinho (MG).

Com a frente serão reunidas informações das barragens junto a Defesa Civil, Bombeiros, Fatma, Ibama, prefeituras e outros órgãos para que se tenha a real dimensão do impacto social, econômico, ambiental e de famílias atingidas pela construção deste tipo de estrutura. 

Uma das coordenadoras do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Júlia May Vendrami, entidade que há 30 anos atua no estado, afirmou que é preciso tratar da segurança das barragens e ao mesmo tempo defender os direitos das famílias atingidas. Para ela, a falta de números oficiais de quantas pessoas podem ser atingidas pelas barragens em território catarinense e de planos de prevenção colocam em risco uma grande parcela da população. “É um debate urgente, que precisa de atitudes e novas práticas. Não podemos mais ignorar esse tema.”

Em Santa Catarina, segundo consta no Plano Estadual de Recursos Hídricos de 2018, há 177 barragens, sendo nove compostas por rejeitos decorrentes da extração de carvão e as restantes de usinas hidrelétricas. Algumas delas utilizam a mesma técnica de represamento (a montante) da barragem de Brumadinho.

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