Pandemia e Lula antecipam a corrida eleitoral

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LEGISLAR na Câmara e Senado não é fácil. Não depende apenas da capacidade dos parlamentares e sim de vários fatores, inclusive da chamada burocracia legislativa. Eles compensam a frustração da falta de visibilidade pela busca de recursos e obras junto aos ministérios e órgãos federais. Aliás, foi prometendo isso que eles se elegeram.

VISÃO: Para o eleitor mediano, o conceito de competência parlamentar é materializado pelas soluções de velhos problemas que afligem sua cidade ou região. Ele se liga muito mais na praticidade da conduta de seu representante, no agir, do que na intelectualidade. O eleitor não quer discutir o sexo dos anjos. Simplesmente quer resultados e ponto final.

REPRESENTAÇÃO: O sistema atual é cruel. Você elege em quem não votou. Só 5% dos eleitos na Câmara se elegeram com votos próprios.  Dos 27 mil postulantes apenas 513 se elegeram – enquanto 51% dos eleitores votaram em candidatos derrotados. Resta a pergunta: será que você eleitor está sendo bem representado na Câmara Federal?

UM PARTO: É a mudança na lei eleitoral, (até um ano antes das eleições). Devido a reclamação no pleito de 2020 (nanicos elegeram só 1,1% dos vereadores, ante 2,4% em 2016) fala-se na volta das coligações para ajudar as siglas menores que somam votos na aliança para divisão das cadeiras. Lembrando: em 1986 havia só 12 partidos; em 2018 eram 30.

DISTRITÃO: Outra novidade aventada, mas criticada pelos seus efeitos. Nele são eleitos os candidatos mais votados e ponto final. Não interessa no caso a performance do partido.  O sistema ajudaria a perpetuar lideranças nos Estados e partidos, inibindo a renovação. Sinceramente, conciliar os interesses de todos os grandes partidos é difícil.

É JUSTO?  A nossa legislação tem o candidato suplente de senador como o sucessor legítimo do mandato no caso de morte ou impedimento do titular. O 1º suplente ganha o restante do mandato. Um presentão. Mas há quem defenda a tese de que o justo seria o candidato 2º colocado assumir, pois foi ele quem se envolveu diretamente na disputa. 

MOROSIDADE: É a marca da tramitação de projetos no Congresso. Um exemplo: ainda em 2011 o deputado federal Marçal Filho do MS, apresentou proposta para reverter a discriminação salarial sofrida pelas mulheres nas mesmas atividades dos homens (no Japão elas ganham 30% menos). Só agora o projeto foi pautado para votação na próxima semana no Senado. 

PERGUNTA-SE: A pandemia provocará em cada um de nós a conscientização de que apenas a somatória das mudanças individuais poderá desaguar num mundo melhor? Na busca da felicidade e sucesso seremos mais humildes, menos egoístas, mais pacíficos e menos ambiciosos?  Quantos de nós revisaremos pensamentos e atitudes?

 ‘BACANA’: O Brasil pagará como fiador, via do BNDES – R$1 bilhão e 160 milhões da dívida da Venezuela e Moçambique – não pagos – junto a um banco Suiço nos Governos do PT para obras por empreiteiras brasileiras. O dinheiro sairá do Fundo de Amparo ao Trabalhador.  Como diz Fernando Gabeira: “O que é isso companheiro”?!

 ‘ASTRÓLOGOS’ da política local tem se arriscado com previsões nas redes sociais. Dividem-se entre os que vislumbram a mesmice pela força dos grupos que detém os maiores partidos e aqueles que apostam em mudanças, mas sem argumentos palatáveis. Neste ponto recordo que nas eleições majoritárias locais os temas nacionais não têm influenciado. Mas convém não abusar.

‘QUEDA LIVRE’: As pesquisas do ‘Data Folha’ e do ‘Instituto Ranking’ mostram a perda de apoio ao presidente Bolsonaro pela sua postura na pandemia. Não aprendeu a lição com Donald Trump que tinha posição confortável (antes do Covid) ancorado no bom desempenho da economia. Para piorar a situação dele – o fator Lula antecipou a corrida sucessória. E Bolsonaro mudará?

ZÉ DIRCEU:  (  ) …Estaria o país disposto a uma nova aventura tipo Sergio Moro, que não escondeu seu autoritarismo e desprezo pela legalidade, ou Luciano Huck, ambos sem nenhuma experiência  executiva? DEM e o PSDB estariam dispostos a renuncia a uma candidatura viável para apoiar Huck, Mandetta ou mesmo Ciro Gomes, este de centro-esquerda acostando o alambrado da direita, como diria Brizola? …( – )

ANTÔNIO BRITO: ( – )…os 19 meses que temos pela frente até as  eleições não serão um desfile triunfal do discurso de Lula. As razões que derrotaram o PT continuam presentes em grande parte da sociedade brasileira – da frustração com a corrupção institucionalizada ao desastre econômico do Governo Dilma (- ). (ex-governador do RS).

NA INTERNET

O Queiroga disse que dará continuidade ao trabalho do Pazzuello. Tamufu!

Quem vê as barbas do vizinho arder, põe as suas de molho. (Machado de Assis)

O noticiário é autoexplicativo. Enquanto Bolsonaro troca o Ministro da Saúde, a Rede Globo anuncia a volta da novela ‘Salve-se quem puder”…

Estamos no carro dos pamonhas, morrendo de medo, numa estrada que parece não ter fim, esburacada, enlameada – e trafegamos em velocidade máxima no escuro. Não há freio, o volante sumiu e, atados, esperamos.

Gabigol indo ao cassino para jantar me lembrou o tempo em que a gente comprava a Playboy só para ‘ler as entrevistas’.

Haverá contágio na loucura? (Lima Barreto)

A inércia é meu ato principal. Não saio de dentro de mim nem pra pescar. (Manoel de Barros)

Antigamente o pessoal ia com Deus. Agora prefere o Uber. (Fraga)

Chega uma hora na vida que você vê que essa hora nunca chega. (Carlos Castelo)

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