O poder da caneta versus a fidelidade partidária

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 SOBREVIVÊNCIA: é o desafio dos políticos de oposição enquanto as eleições não chegam. Eles acabam optando pela relação ‘saudável’ com o Governo, sem radicalismo, com objetivo de serem beneficiados com atendimentos em prol de suas bases eleitorais. Claro que essa postura sempre requer o jogo de cintura.

CANETA & PODER:  Sobreviver 4 anos sem as benesses do poder é difícil.  Insuficientes só os discursos demagogos contra o Governo. O eleitor quer as ações prometidas em campanha pelo deputado. O asfalto, a moradia, ponte e escola não chegam sozinhos. Vale a habilidade nas relações com o Executivo.  Os discursos de campanha – mera encenação! Parte do ‘script’.

CÂMARAS: É igualzinho. O prefeito atende ou não os pedidos do vereador. A caneta é dele prefeito! A sobrevivência exitosa do radical é complicada. Afinal: qual vereador não tem promessas a cumprir? Ao eleitor não interessa saber como elas são cumpridas. Ele quer que os benefícios cheguem até ele. E ponto final!

BRASÍLIA: Notório o efeito da caneta do Executivo no mandato dos deputados e senadores. O arsenal de ‘convencimento’ vai de obras à nomeação de cargos. Aí os partidos enfraquecem. É a democracia de São Francisco de Assis. O que vemos hoje é o filme de ontem. Só mudaram os protagonistas. O roteiro, o mesmo!

FUNDÃO: Sessão pornográfica com luzes acesas. Com o fim das doações empresariais que pagavam 75% dos gastos oficiais, a ‘conta da campanha eleitoral’ quase triplicada nesta crise financeira e sanitária.  Bolsonaro vetará a decisão, como o árbitro que consulta o ‘VAR’? Repetirá 2020 quando criticou e não vetou o Fundão de R$2 bilhões?

RADAR: O MDB tem 34 deputados federais e 12 senadores. Dos 21 presidentes da Câmara, (desde 1985) 9 do MDB; 10 emedebistas presidiram o Senado; José Sarney e Renan Calheiros (4 vezes cada). Os demais: José Fragelli, Mauro Benevides, Humberto Lucena.  Antônio C. Magalhães (PFL), Nelson Carneiro, Ramez Tebet, Jader Barbalho, Garibaldi A. Filho, Eunício Oliveira e Davi Alcolumbre (DEM).

1 – DISTRITÃO: “Sou contra, porque privilegia personalismos, degrada a pluralidade e não contribui para a saúde da democracia, que depende da conjugação de interesses da maioria com os direitos da minoria. O distritão em suma, desenhará um cenário de políticos desprovidos de compromisso partidário e apenas vinculados a projetos pessoais de manutenção de poder…” (Fabio Trad, dep. federal-PSD) (‘Correio do Estado’)

2 –DISTRITÃO: “O Distritão acaba com algumas discrepâncias que temos candidatos muito bem votados, mas que não entram por causa do quociente eleitoral. Os caciques não querem perder o controle de suas chapas. As coligações (extintas em 2020) atrapalhavam muito. Sempre houve muito poder financeiro e político envolvido…” . (Loester Trutis, dep. Federal PSL) (‘Correio do Estado’)

ALMANAQUE: Goiás, 246 municípios; mais de 7 milhões de habitantes; a 9ª. economia do país.  Desmembrado em 1744 da Capitania de São Paulo que ia do Uruguai a Rondônia. No início perdeu uma faixa territorial para o Maranhão, outra ao Mato Grosso (Leste), Minas Gerais (‘Triângulo Mineiro’) e a parte do norte ao atual Tocantins.

‘SALADÃO’: A pretensão de se unir o PSL, PP e DEM – que seria o maior partido com 15 senadores e 121 deputados já provoca comentários de como ele ficaria aqui no MS.  A situação do ex-ministro Luiz H. Mandetta (DEM), por exemplo, seria desconfortável e ele aproveitaria a futura janela para sair. Mas convém esperar mais.   

VOTO IMPRESSO-1: Ministro Luis R. Barroso (STF): “Se o presidente da República ou qualquer pessoa tiver provas de fraude tem o dever cívico de entregá-la ao tribunal e estou com as portas abertas. O resto é retórica política,  palavras que o vento leva”. Ex-deputado Miro Teixeira: “O voto impresso foi motivo das maiores roubalheiras. Na República Velha, tinha até recibo, o que deu origem ao voto de cabresto”.

VOTO IMPRESSO-2: “Por que alguém que tem segurança no sistema existente brigaria tanto para que não se tenha um mecanismo de controle?  Estranha a defesa tão apaixonada de alguns tentando evitar. Não é porque você nunca foi assaltado em casa que vai deixar a porta sem tranca ou aberta.” (ex-deputado Eduardo Cunha)

PONTO FINAL:

 No Japão, os corruptos cometem o ‘Harakiri’.

 Na China, eles são mortos, a família paga pela bala. 

Na Itália, acabam presos e sem privilégios.

No Brasil, eles concorrem às eleições.

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