Lago em Palhoça é interditado após morte de patos e peixes com suspeita de botulismo

Prefeitura de Palhoça interditou o local; resultado de análise para confirmar causa da morte será divulgado em até dez dias

13.05.2019

O lago da praça do bairro Pedra Branca, em Palhoça/SC deverá ficar interditado por pelo menos dez dias. Esse é o prazo para o resultado da análise da água feita após a morte de peixes e de 39 patos. A Prefeitura de Palhoça, interditou o local na noite de sábado (12).

A AMO PB (Associação dos Moradores do Bairro Pedra Branca) publicou uma nota informando que os casos começaram no dia 4 de maio. A entidade buscou auxílio profissional de uma veterinária, especializada em patologia de animais silvestres, que após verificação no local informou que suspeita de contaminação por botulismo. A profissional também realizou a coleta de amostras de água e animais para confirmação laboratorial.Após essas ações, a associação relatou o caso para a prefeitura, por meio da FCAM (Fundação Cambirela do Meio Ambiente) na tarde de sexta-feira (10). Os moradores do bairro e visitantes foram orientados a não entrar em contato com os patos, peixes e a água do lago até que o resultado das análises seja divulgado.

Em nota, a Prefeitura de Palhoça destacou que a decisão de interditar o local preventivamente foi tomada, por meio da Secretaria de Saúde, Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica e Defesa Civil, junto com a Vigilância Sanitária do Estado e a Associação de Moradores do bairro Pedra Branca.

De acordo com o Ministério da Saúde, o botulismo é uma doença causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum. É uma doença bacteriana rara, que entra no organismo por meio de machucados ou pela ingestão de alimentos contaminados, principalmente os enlatados e os que não têm preservação adequada.

Lagoa de Biguaçu registrou mortes
Em janeiro deste ano, a Lagoa do Amilton, em Biguaçu, também registrou mortandade de peixes. Naquele caso, a causa das mortes foi a falta de oxigenação, acelerada pela proliferação de algas.

O calor também contribuiu para as mortes. De acordo com o químico Jocenil Soares, da empresa responsável pela solução do problema, a temperatura normal é 22° centigrados e em alguns pontos mais rasos da Lagoa do Amilton, a temperatura chegou a 37,5°. “Os peixes que integram este ecossistema são peixes tropicais e não suportam este aquecimento”, destacou na época.

Outro fator que dificultou a oxigenação na época foi o baixo nível do rio Caveiras. A Lagoa do Amilton é abastecida através de uma tubulação que faz sua ligação com o rio fazendo a água entrar e sair.

Para resolver o problema, foram instalados novos bicos injetores e dois aeradores cachoeira, equipamento constituído por um rotor horizontal montado sobre flutuador e que produz intensa correnteza, a fim de elevar a incorporação de oxigênio na água.

Fonte: ND+

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