Em palestra em Santa Catarina, Cônsul de Israel diz acreditar, no crescimento do comércio com o Brasil

A aproximação dos governos de Brasil e de Israel pode ampliar o comércio entre os dois países, analisou o Cônsul Geral de Israel no Brasil, Dori Goren, em palestra à diretoria da FIESC, na última sexta (22). Ele salientou que, desde 2007 quando foi assinado o Acordo de Livre Comércio Mercosul-Israel a corrente de comércio entre os dois países triplicou. Segundo ele, as potenciais áreas de cooperação são pesquisa acadêmica, tecnologia agrícola, tecnologia hídrica, mobilidade inteligente, segurança cibernética, tecnologia aeronáutica e defesa e segurança nacional.

Dori Goren também sugeriu, com ênfase, que o Brasil adote o modelo israelense de fomento às startups, em especial no que diz respeito ao financiamento. Na comparação que fez, ele mostrou que um empreendedor brasileiro cujo projeto fracassa tem que devolver o valor que eventualmente recebeu de alguma instituição pública de fomento, o que inibe novas iniciativas. Já em Israel, a agência de incentivo torna-se sócia dos empreendimentos e recebe royaltes dos casos de sucesso e quando o novo empreedimento não prospera, não há a cobrança dos valores investidos. “Recomendo que vale a pena copiar, para que os empreendeores possam se sentir mais encorajados”, disse o diplomata. “Eles devem tentar novamente porque o fracasso é o melhor professor”, salientou.

Tecnologia
A aposta em tecnologia é uma alternativa para um país que que tem um território pequeno e com poucos recursos naturais. Sua extensão, de 20,7 mil km2, é inferior à de Sergipe, o menor estado brasileiro, e é 60% composta por deserto. Mesmo assim, o país possui um Produto Interno Bruto (PIB) de 373,75 bilhões de dólares, o correspondente a 18% ao do Brasil, que tem um território 410 vezes maior.

A aposta colocou Israel como um dos principais centros de desenvolvimento tecnológico do planeta. A região de Telaviv é o segundo principal ecossistema mundial de startups, perdendo apenas para o Vale do Silício. Israel é o país com maior número de startups per capita no mundo e registrou, no primeiro semestre de 2018, a venda de 53 empresas desse gênero. Há duas semanas, uma startup israelense de processamento de dados foi vendida por seis bilhões de dólares. 

Conforme o cônsul, hoje todas as 10 maiores empresas do mundo (das quais nove são de tecnologia) têm centros de pesquisa em seu país. Assim, 70% dos novos itens de tecnologia que estão em desenvolvimento hoje no mundo tem participação de pesquisadores de Israel, país onde surgiram o pen drive e o aplicativo de navegação Waze. E as novas tecnologias não são apenas da área de TI. Pesquisadores da agronomia da Universidade Hebraica de Jerusalém desenvolveram o tomate cereja, que devolve de 30 a 40 milhões de dólares por ano em royalties à instituição.

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