Segunda escola cívico-militar de Santa Catarina será em Palhoça

02.11.2019

A Escola Professor Ângelo Cascaes Tancredo, que começará a funcionar no ano letivo de 2020 em Palhoça, na Grande Florianópolis, é a segunda do estado a adotar o modelo cívico-militar proposto pelo Ministério da Educação (MEC), informou a Secretaria de Estado da Educação. A unidade fica no bairro Bela Vista e está em fase de finalização de obras.

A primeira escola catarinense a adotar o modelo cívico-militar foi a Escola de Educação Básica Emérita Duarte Silva e Souza, em Biguaçu, na mesma região. Com a adesão à proposta do MEC, a unidade, que tem 845 alunos do ensino fundamental, terá também turmas no ensino médio a partir de 2020. As duas escolas que aderiram ao programa são estaduais.

Em Palhoça, a Escola Professor Ângelo Cascaes Tancredo atenderá 400 alunos por turno, do sexto ao novo ano do ensino fundamental e ensino médio. A estrutura tem área total de 5.960 metros quadrados em um terreno de aproximadamente 10 mil metros quadrados, conforme a secretaria.

Haverá 12 salas de aula, biblioteca com dois pisos, dois laboratórios de tecnologia, dois laboratórios multiuso com bancadas, refeitório, auditório, ginásio e teatro arena a céu aberto.

Segundo a secretaria, uma outra escola de Chapecó, no Oeste do estado, deve ser anunciada nos próximos dias como a próxima a adotar o modelo cívico-militar. O MEC informou que divulgará até 15 de novembro a lista com todas as unidades que tiverem a adesão confirmada.

Recursos de R$ 1 milhão por escola
Para o primeiro ano do programa, em 2020, o MEC estabelece como critérios o ingresso de duas escolas por unidade da federação, com 500 a mil alunos, com ênfase no atendimento de anos finais do ensino fundamental e ensino médio, nas capitais ou nas regiões metropolitanas.

Segundo o MEC, cada escola selecionada receberá um aporte do governo federal de R$ 1 milhão para ser investido em infraestrutura, laboratórios e suporte à implantação do novo modelo.

O objetivo do MEC é estabelecer novas 216 escolas cívico-militares em todo o país até 2023 – a iniciativa piloto, em 2020, contemplará 54.

Como funciona o modelo
O modelo das escolas cívico-militares abrange áreas didático-pedagógicas, com atividades que pretendem melhorar o processo de ensino-aprendizagem, mas preservando as atribuições exclusivas dos docentes. Todas as atribuições dos profissionais da educação previstas na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) serão preservadas.

As escolas contempladas podem contar com militares da reserva das Forças Armadas para trabalhar nas unidades, em uma parceria entre MEC e Ministério da Defesa. A duração mínima do serviço é de dois anos, prorrogável por até 10 anos. Os profissionais vão receber 30% da remuneração que recebiam antes de se aposentar.

Há ainda a opção dos estados destinarem policiais e bombeiros militares da reserva para apoiar na administração das escolas. Nesse caso, o MEC repassa a verba ao governo estadual, que, em contrapartida, investirá na infraestrutura das unidades.

Fonte: G1 SC

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