SC confirma mais 7 casos da nova variante brasileira do coronavírus, diz Secretaria da Saúde

Casos foram identificados em Joinville, Presidente Getúlio, Laguna e Chapecó. Segundo a SES, quatro são autóctones, o que caracteriza transmissão local.
Foto: Getty Images via BBC

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV), confirmou neste domingo (7) mais sete casos da variante P.1 do Sars-CoV-2, conhecida como a variante brasileira, identificada primeiro em Manaus.

Os casos da variante brasileira do coronavírus foram identificados em pacientes que realizaram testes em Joinville, Presidente Getúlio, Laguna e Chapecó. Segundo a SES, quatro são autóctones, o que caracteriza transmissão local. Os primeiros casos contraídos no próprio estado foram divulgados na quinta-feira (4).

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, dos quatro casos de transmissão autóctone, três deles não tiveram sido reportados ainda no estado.

“Um deles foi localizado um residente do município de Laguna, no Sul do estado de Santa Catarina e dois residentes do município de Chapecó, a região do Oeste. Demonstrando que há sim uma disseminação da variante P.1 por diversas regiões, o que explica em parte a alta no nível de transmissibilidade no estado vem sofrendo nas últimas semanas e o que vem causando um aumento da pressão hospitalar em todo o estado”, disse.

Ao todo, foram confirmados em Santa Catarina 17 casos da variante P.1, sendo dez importados, seis autóctones e um em investigação.

10 casos importados;
6 casos autóctones;
1 em investigação de local provável de infecção.

O Ministério da Saúde detectou 204 casos de pessoas infectadas com duas das novas variantes do Sars CoV-2 que levantam preocupação por terem maior potencial de transmissão. O levantamento foi divulgado em 23 de fevereiro.

Mais 7 casos da variante brasileira do coronavírus
Os novos casos foram confirmados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/SC), após análise da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro, que realizou o sequenciamento genômico e encaminhou os resultados a Santa Catarina na sexta-feira (5).

Os casos autóctones são de uma mulher de 32 anos, moradora de Laguna, um homem, 39, de Joinville e duas mulheres, de 31 e 52, moradoras de Chapecó. Não foi informado a data de contaminação dos pacientes e estado de saúde.

Dois casos são considerados importados. Os pacientes são uma mulher de 30 anos e um homem de 36 moradores de Presidente Getúlio, no Vale catarinense. De acordo com investigação epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, o casal tinha histórico de viagem ao Acre.

Um caso, de um homem de 55 anos, morador de Joinville, ainda está em investigação quanto a forma como ele contraiu a variante.

-uma mulher de 30 anos, caso identificado em Presidente Getúlio – importado – Variante P.1
-um homem de 36 anos, caso identificado em Presidente Getúlio – importado – Variante P.1
-uma mulher de 32 anos, caso identificado em Laguna – autóctone/ local – Variante P.1
-um homem de 39 anos, caso identificado em Joinville – autóctone/ local – Variante P.1
-um homem de 55 anos, caso identificado em Joinville – em investigação – Variante P.1
-uma mulher de 31 anos, caso identificado em Chapecó – autóctone/ local – Variante P.1
-uma mulher de 52 anos, caso identificado em Chapecó – autóctone/ local – Variante P.1

Variantes sequenciadas pela força-tarefa da UFSC
Na quinta-feira (4), a equipe da força-tarefa do laboratório da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) informou que notificou a Secretaria de Estado da Saúde e Secretaria de Saúde de Florianópolis sobre a identificação de outros três casos autóctones da variante P.1

Um deles, de um homem de 58 anos, morador de Florianópolis, apontou a linhagem B.1.1.7, que foi identificada no Reino Unido. O caso é tratado como importado.

Os outros casos são de um idoso de 78 anos e de um homem de 45 anos, moradores de Florianópolis e Jaraguá do Sul, respectivamente.

A Secretaria de Saúde de Florianópolis investigou os casos e informou que os pacientes não têm histórico de viagem para outras regiões nos últimos 30 dias, segundo a Dive. Dessa forma, caso a variante seja confirmada, pode haver mais casos de transmissão local em Santa Catarina. As amostras suspeitas devem ser analisadas pela Fundação Oswaldo Cruz.

-um homem de 58 anos, caso identificado em Florianópolis – importado – Variante B.1.1.7 (Reino Unido)
-um homem de 76 anos, caso identificado em Florianópolis – autóctone – Variante P.1
-um homem de 45 anos, caso identificado em Jaraguá do Sul – autóctone – Variante P.1

Com mais esses três casos, já chega ao total de seis amostras sequenciadas pela equipe da UFSC, sendo que as três aguardam resultado do sequenciamento sendo realizado pelo Laboratório de Referência Nacional (Fiocruz) para confirmação e validação dos resultados. Após a confirmação, os resultados passarão a fazer parte dos resultados oficiais do estado.

Os casos são de dois homens de 29 e 42 anos e de uma mulher de 49. Todos são da variante P.1 e são considerados de transmissão local. Os três foram identificados em Florianópolis.

​A SES também investiga outros 46 casos suspeitos da variante do Reino Unido identificados por um laboratório privado. Os casos são de residentes da Grande Florianópolis e de Joinville. Parte das amostras foi enviada para análise da Fiocruz.

Outros casos com infecção fora de SC
A primeira confirmação de casos de infecção fora de Santa Catarina foi feita em 11 de fevereiro. Veja os outros casos da variante brasileira no estado:

-um homem de 48 anos morador de Manaus – caso identificado em Florianópolis;
-uma mulher de 40 anos moradora de Manaus – caso identificado em Florianópolis;
-uma mulher de 42 anos moradora de Manaus – caso identificado em Florianópolis;
-uma mulher, de 54 anos, moradora de Humaitá/AM – identificado em Rio do Sul;
-um homem, de 71 anos – identificado em Joinville;
-um homem, de 55 anos, morador de Joinville e caso identificado na mesma cidade;
-um homem, de 69 anos; e uma mulher, de 64 anos; ambos moradores do Amazonas, identificados em Florianópolis.

O que significa uma nova variante?
Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), a presença de mutações é um processo natural na biologia dos vírus. No entanto, algumas delas podem gerar diferenças dentro de um grupo genético que são denominadas variantes. Elas podem representar um impacto na saúde pública caso apresentem um potencial de maior transmissibilidade ou gravidade da doença.

Desde a identificação inicial do vírus SARS-CoV-2, o vírus sofreu inúmeras mutações. A variante mais recente é denominada P.1, linhagem B.1.1.28. Ela foi descoberta em dezembro de 2020, quando o Japão a identificou um grupo de viajantes brasileiros.

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