Mais de 80 pessoas participam de jornada de empreendedorismo em Joinville

Divididos em 19 equipes, participantes de programa organizado pelo Join.Valle têm acesso a workshops, treinamentos e mentorias para desenvolvimento de soluções inovadoras.
Foto: Max Schwoelk

A oitava edição do JEDI, Jornada de Empreendedorismo, Desenvolvimento e Inovação, está reunindo mais de 80 pessoas em busca da geração de novos negócios em Joinville (SC). Com início no dia 04 de junho, o programa segue até este domingo, dia 26, disponibilizando workshops, treinamentos e mentorias para que as 19 equipes participantes possam desenvolver uma solução inovadora e validá-la com o mercado. Ao final da jornada, os dois melhores projetos serão premiados com R$10 mil e todos os aprovados receberão uma série de benefícios, como pré-incubação gratuita e três meses de uso de coworking.

“Nessa edição, temos equipes focadas em solucionar problemas relevantes para a sociedade e para o mercado em diversas áreas, como saúde, recursos humanos, logística e sustentabilidade. Esperamos que, através das mentorias com grandes referências em empreendedorismo e metodologias inovadoras do programa, consigamos estimular esses empreendedores a desenvolverem suas ideias de impacto”, comenta Dionei Domingos, diretor presidente do Join.Valle, movimento que atua na consolidação do ecossistema de inovação de Joinville e é responsável pela organização do programa.

Criada em 2019, a jornada já teve sete edições, mais de 500 participantes e 70 mentores, formando até 30 startups. Um exemplo é a DBM Eletrotech, que começou com um projeto concebido em um trabalho de conclusão de curso (TCC) por professores e um estudante universitário. Em 2019, a equipe participou do JEDI para o desenvolvimento de uma membrana eletrofiada a partir de nanofibras, com potencial para aplicação em curativos para queimaduras ou lesão por pressão. 

“O mundo JEDI é amplo e possibilita passear em várias áreas, ampliando sua visão do negócio. Conhecemos pessoas que foram importantíssimas para o crescimento da empresa, como um mentor de um hospital que nos auxiliou no produto voltado para a saúde e uma mentora que até hoje nos dá assessoria em regulamentação e processo documental”, relata Márcia Duarte, CEO da DBM. “Participar da jornada possibilitou que outros conhecessem a startup, a inserindo no ecossistema”.

A Investcode, aprovada na edição online do programa, em 2020, foi outra startup que aproveitou a oportunidade para alavancar o negócio. “A jornada foi essencial para o nosso começo. Abrimos a empresa, passamos a utilizar um escritório parceiro do JEDI e a trabalhar em tempo integral”, conta João Paulo de Freitas, CEO da Investcode, que oferece uma plataforma web de viabilidade financeira que ajuda no desempenho econômico de incorporadoras, responsáveis pela construção e entrega de empreendimentos imobiliários. 

Junto com Everton Boing e Lucas Arruda, Freitas chegou no programa com uma ideia e um protótipo funcional. “Participar da iniciativa nos deu legitimidade e confiança para nos dedicarmos à startup. A energia que os fundadores aplicam ao negócio é muito importante no começo de uma empresa. Além disso, conhecer mentores, metodologias, desenvolvedores e outros fundadores faz a jornada acelerar e ser mais efetiva”, explica. 

Neste ano, a banca de jurados do JEDI é composta por empreendedores, executivos, referências em pesquisa e desenvolvimento (P&D), representantes de aceleradoras e investidores. O programa tem como patrocinadores Conta Azul, Selbetti, Youngtech, Sicoob e Porto de Itapoá.

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