CRM abre sindicância para apurar caso de médico suspeito de estuprar pacientes em SC

O Conselho Regional de Medicina (CRM) de Santa Catarina instaurou uma sindicância para apurar o caso do clínico geral de 39 anos, suspeito de estuprar pacientes. Ele atua em Itajaí, no Vale, e foi preso temporariamente no sábado (16).

O CRM informou que tomou conhecimento dos fatos pela imprensa e que solicitará ao delegado responsável informações para analisar as providências cabíveis. Também afirmou que os procedimentos investigatórios do conselho têm caráter sigiloso e que a divulgação de informações pode causar nulidade processual.

A investigação chegou até a Polícia Civil após um denunciante anônimo enviar um CD com vídeos dos abusos. As filmagens eram feitas pelo próprio médico, de acordo com o delegado responsável pelo caso, Alexandre de Oliveira.

Agora, a polícia procura pelas vítimas. Cerca de dez aparecem nos vídeos, a maioria foi dopada antes dos abusos, conforme o delegado.

A polícia afirma que vai investigar toda a carreira do médico, que, além de Itajaí, atuou em Navegantes, no Litoral Norte, e Joinville, no Norte do estado. Os crimes teriam ocorrido desde 2017 dentro das unidades de saúde onde ele trabalhava.

O suspeito deve ser interrogado nesta semana. Ele deve responder por violação sexual mediante fraude. A prisão temporária dele é de 30 dias. A Polícia Civil não divulgou o nome dele.

O médico foi preso enquanto trabalhava no bairro Cordeiros. A operação de cumprimento do mandado de prisão temporária dele foi chamada de Jaleco Branco.

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