Médico é acusado de agredir enfermeiros e andar armado em hospital do Norte de SC

Profissional teve atividades suspensas após denúncias de colegas; processo segue em segredo de justiça

22.05.2019

Um médico obstetra que atuava no Norte de Santa Catarina teve as atividades suspensas por decisão judicial promovida pelo Ministério Público. Além de casos de ameaças, coações e assédio moral, reportados por colegas de trabalho, o profissional é acusado de circular pelos corredores do estabelecimento de saúde com uma arma à mostra.

A iniciativa do MP teve por base inquérito policial. O profissional terá que aguardar um laudo médico que ateste suas condições físicas para retomar ao ofício.

Segundo o MP, foram apresentados indícios de que o médico tinha dificuldades em exercer o trabalho, tanto por problemas físicos quanto por aplicar procedimentos não recomendáveis na medicina atual.

Ainda conforme o MP, em apenas nove meses de atuação, entre abril de 2017 e janeiro de 2018, o médico teria causado cinco acidentes e incidentes de trabalho. Em todas as oportunidades, o profissional ocasionou ferimentos em funcionários que lhe prestavam apoio em procedimentos cirúrgicos, entre eles cesarianas.

Entre as agressões, uma funcionária declarou ter parte do corpo queimada por um eletrocautério (instrumento de metal aquecido por corrente elétrica para cauterizar tecidos). Outro auxiliar alegou ter sido ferido com um bisturi contaminado durante a instrumentação de um parto.

“Em todos os procedimentos [o médico] apresentava tremores nas mãos, derrubando pinças no chão devido a ausência de força motora. Quase todas as técnicas, enfermeiras e outros médicos percebem essa debilidade física”, atestou uma funcionária do hospital.

Nesta semana, o médico tentou derrubar a liminar que o suspendeu das atividades, argumentando que o inquérito elaborado foi falho. Segundo o acusado, as denúncias são baseadas em palpites de leigos sobre procedimentos de competência exclusiva de médicos.

O médico ainda declarou que sua competência é reconhecida pelos demais colegas e pela sociedade onde já atua há décadas, com mais de 20 mil partos realizados. Liminarmente, contudo, seu agravo de instrumento foi indeferido pelo desembargador Luiz Felipe Schuch.

O mérito ainda será apreciado de forma colegiada por uma das câmaras do Tribunal de Justiça. O processo corre em segredo de justiça.

Fonte: ND+/Ministério Público de SC

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