A criminalidade que se multiplica

Todos nós precisamos estar informados do que acontece a nossa volta, por isso eu e minha esposa costumamos levantar cedo para acompanhar o noticiário, sendo que antes de tudo, ouvimos um programa religioso que se chama A Vida, através da internet, de uma emissora de rádio.

Das notícias, recheadas de maldade, quero destacar algumas.

A primeira, diz respeito a um criminoso que está preso, mas que, mesmo atrás das grades, continua comandando atos ilícitos, em diversas áreas da sociedade. Inclusive, parentes o estão ajudando nessas ações criminosas, pessoas que deveriam persuadi-lo a deixar essas práticas.

A gente pensa que uma vez preso o crime cessa, mas como se vê, ele continua. Aliás, falando em presos, vimos, em outras ocasiões, que existem facções nos presídios que praticam atrocidades entre eles que podem ser qualificadas como verdadeiras selvagerias.

Outra notícia que preciso destacar é o desvio de dinheiro público em obras superfaturadas, faltando dinheiro para a saúde. E tudo praticado por gente do alto escalão, que ganha bem.

Roubo de cargas, em plena luz do dia, é outro crime que foi noticiado. Inclusive, causando pânico às pessoas, aos motoristas que estavam próximos.

Outro fato que nos causou tristeza foi a ação de políticos aprovando leis que atingem áreas da mata amazônica, favorecendo, indevidamente, o seu desmatamento.

Em todas essas ações visa-se ganhar dinheiro, levar vantagem, sem se preocupar com a reputação. Mas vamos ver o que a Bíblia diz a respeito disso: “Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro.” (Pv 22.1).

Então, fica claro que todos nós devemos trabalhar e ganhar o pão de cada dia, e não partir para o crime, o ganho fraudulento, que é nocivo ao próximo. Temos que saber também que há um outro valor que está em jogo, que é a nossa consciência, a nossa reputação, a estima que granjeamos com uma conduta adequada, sendo que acontece o contrário quando procedemos mal.

Tenho, em outros artigos, dado ênfase à família, pois é nela que os filhos podem ser bem educados, e assim trazer benefícios ao país. Maio, inclusive, é tido como o mês da família. Então, vamos fazer uma análise de como está nossa família, se estamos dando ênfase ao ganho meramente, ou à formação dos filhos, ao bem-estar de todos (Pv 13.24; Tt 2.3-5; Ef 5.22-6.1-4).

Quero ainda acrescentar algo que me chamou à atenção no noticiário, que é a respeito de realização de shows para parte do poder público, sendo que isso não está entre a criminalidade que estou abordando, mas entendo que o governo não deve se ocupar com isso, mas apenas a sociedade civil. Então, não vejo que isso seja função estatal, sendo que o povo pode se organizar e fazer teatro, enfim, praticar cultura. Com isso estaríamos também diminuindo o tamanho do Estado e a sua voracidade em relação a impostos.

Bem, todos nós devemos nos sentir responsabilizados pelo bem-estar da sociedade, começando na honestidade em pequenos detalhes, como devolver o troco que ganhamos a mais, e assim por diante, sabendo que os políticos procedem do meio do povo, e se o povo não for honesto, sempre vamos ter políticos, entre outros, praticando o que é reprovável. Sem nos esquecer de investir na família, para, com tudo isso, diminuir a criminalidade.

Carlos Osmar Trapp, pastor batista (OPBB/3650) e jornalista (DRT/MS, 928).

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