O fim das coligações assusta os candidatos

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O JOGO:  Pode não parecer, mas o chamado jogo da política deve ser visto como um ‘esporte coletivo’. Afinal é difícil fazer política sozinho, das pequenas cidades, passando pelas disputas estaduais – até ao governo federal. Mas alianças devem ser bem pensadas, com políticos expressivos e com densidade eleitoral que faça a diferença nas urnas.

CALMA!  Tem muito chão pela frente. Agora temos apenas flertes e paqueras entre os políticos de alguma afinidade. Convém lembrar que a 6 meses da eleição, na chamada janela partidária, os políticos poderão mudar de partido sem perder direitos. Quanto ao registro das candidaturas, ela ocorrerá só após 5 de agosto, o último prazo das convenções partidárias. 

INTERROGAÇÃO:  Após a estreia em 2020 nas eleições municipais, em 2022 teremos   pela primeira vez a aplicação da nova lei vetando as coligações para Assembleia Legislativa e Câmara Federal. As siglas terão que concorrer de forma isolada às cadeiras disponíveis, aumentando assim a disputa entre os postulantes do mesmo partido.  

DESAFIOS:  Os partidos terão que atrair filiados para formação de chapas, lançar nomes de menor peso eleitoral para servir de escada e eleger os seus candidatos favoritos.  Para isso os partidos terão naturalmente que dar apoio político e suporte financeiro para alavancar essas candidaturas. Mas eis o xis da questão: candidatura natimorta é utopia – não há idiotas na política.  

ALERTA GERAL: Números oficiais da Justiça Eleitoral mostram que menos de 10% dos deputados federais eleitos no país em 2018, atingiram ou superaram o quociente eleitoral, ou seja, obtiveram a cadeira na Câmara Federal por meio de votação própria sem depender dos votos totais obtidos pelo conjunto do partido ou coligação.

NA SOMBRA: Lembra dos candidatos eleitos com poucos votos graças a votação de fenômenos, tipo Tiririca? Agora, quando não se preenche as vagas pelo quociente eleitoral, apela-se para o sistema de sobras. Mas só serão beneficiados candidatos com votos equivalentes a 20% do quociente eleitoral e os partidos que obtiverem um mínimo de 80% desse quociente.  Antes não havia limite de votos aos candidatos. Era mais fácil.             

E AGORA? “Fiquem todos em casa – a economia a gente vê depois”.  Era o que os governantes diziam há poucos meses, pedindo para evitar aglomerações e exigindo o uso de máscaras contra o Covid-19.  Mas o que estamos vendo nos estádios já preocupa. E vem mais por aí: férias e carnaval chegando e há risco de novo surto como ocorre na Europa.  Bem, depois não adianta chorar. 

LAVANDERIA? O nível dos debates entre os tucanos que participam das prévias do PSDB prejudicam a imagem do partido – já complicada. No fundo constata-se que a postura do político brasileiro é diferente, por exemplo, do americano.  Lá prevalece o partido e as picuinhas acabam na convenção. Aqui os rachas são inevitáveis porque o pessoal sai atirando.  Daí, somos o que somos!

PONTO FINAL: “…A vida passa e não percebemos o quanto ela avançou. De repente, damo-nos conta de que o tempo que gastamos foi usado de maneira fútil, sem percebermos que nossos dias finais chegam rapidamente, trazidos pela cegueira de darmos valor às coisas que desperdiçam nossa atenção, guiados pelo voluntarismo que nos aproximam da materialidade cheia de magia da vida material.” (Gaudêncio Torquato)

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