O Centrão não vira a mesa, não quebra pratos. Negocia!

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DEPENDÊNCIA: Com as manifestações de 7 de setembro e suas repercussões também no campo político, ganham ainda mais força as previsões de que a sucessão estadual estará atrelada a eleição presidencial. As declarações de lideranças partidárias e as postagens nas redes sociais leva-nos a prever um quadro complicadíssimo para 2022.

EXEMPLO:  O deputado Fabio Trad/MS (PSD) expõe sua posição postando nas redes sociais esse texto: “Mais um crime no discurso de Bolsonaro na Paulista. Crime de responsabilidade. É ler o art. 85 da CF/88 e os artigos 4º e 6º da Lei 1079/50 para concluir pelo enquadramento legal. O pais está sendo governado por um serial killer do Estado democrático de Direito”.

FUTURO:  A entrevista do presidente nacional do PSD – Gilberto Kassab sinalizou a tendência da sigla nesta bifurcação partidária, embora ainda não haja pesquisas para detectar os percentuais de ganhos e perdas deste eventual rompimento com o Planalto.

A FATURA: Os políticos astutos do ‘Centrão’ pedirão mais ministérios e vantagens ao Governo para continuar apoiando Bolsonaro. Quanto mais dependente o presidente ficar para aprovar seus projetos ou se safar de um impeachment, melhor será para esses políticos que não brincam em serviço e que no passado (através do Mensalão) eram da base dos Governos Lula/Dilma. Afinal, o ‘Centrão’ não vira a mesa e nem quebra pratos. Negocia!

ERRROOOUUU…. Medir forças com os bolsonaristas no mesmo dia foi um erro estratégica do PT, como mostraram os preparativos e depois as imagens de São Paulo, Rio e Brasilia. Ao radicalizar, Bolsonaro mantem seu time coeso na polarização.    É bem simples a sua tática: somar os seus apoiadores com os eleitores que rejeitam o outro candidato. Foi assim que ele chegou lá.

SEM ESPAÇO?  7 de setembro foi desastroso para Ciro Gomes (PDT) e outras lideranças que ainda sonham com candidaturas próprias ou a chamada terceira via.  A polarização entre bolsonaristas e petistas tomou a maioria do espaço eleitoral.  A questão do impeachment deve ser a principal pauta da oposição nestes próximos dias.

‘FUX & LIRA’: Quem esperava mais do ministro (STF) Luiz Fux se decepcionou. Ele falou, falou e passou a ‘batata quente’ para Artur Lira, presidente da Câmara. Lembrou aquele pai que só adverte o filho incorrigível. Quanto ao deputado, no poderoso cargo, descartou eventual impeachment e nem na hipótese de entregar os ‘saborosos cargos’.  Tudo como dantes…   

 ‘NO BANANAL: Neste país quando você imagina já ter visto tudo surgem situações inusitadas de fazer rir ou chorar. Após todo aquele bafafá, com direito a discursos, passeatas, faixas e tudo mais, eis que Bolsonaro nos brinda com uma carta de conteúdo no mínimo contraditório. Enquanto isso a inflação e o dólar disparam. Resta aquela pergunta: “e agora, quem irá nos salvar – se o Chapolim está fora do ar”?

PONTO FINAL: “Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar a criança brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”. (Darcy Ribeiro)

PILULAS DIGITAIS:

De que lado da terra plana vamos pular?

Na partida de xadrez entre bolsonarista e petista as peças fogem com medo do tabuleiro.

E fica estabelecida a pena de prisão para criadores de anúncios com a frase: “parcelas que cabem no bolso”. (Carlos Castelo)

“A imparcialidade existe. No cemitério todos os moradores eternos são radicalmente assim”.

“Fanatismo e inteligência nunca moraram na mesma casa”. (Deputado Fábio Trad)

É a segunda vez numa semana em que um monte de gente vestiu a camisa verde amarela da seleção para nada

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