Setembro Amarelo: um lembrete para a atenção e cuidado com a vida

29.09.2020

Amarelo é sinônimo de atenção. É a cor usada para ressaltar trechos de textos e sinalizar a necessidade de reduzir a velocidade no trânsito. Não à toa, é a tonalidade que podemos ver em destaque neste mês em fachadas espalhadas pelo País, como a do Hospital Geral Joinville, do Sistema Hapvida. Precisamos, e muito, reforçar a atenção e diminuir a velocidade para conseguir perceber a nós mesmos e aqueles que nos rodeiam.

O Setembro Amarelo, campanha nacional iniciada em 2015 para incentivar a valorização à vida, é um chamado para o autocuidado e cuidado mútuo. Um chamado que pode e deve continuar de 1º de outubro em diante. E sem tabus e medo, pois negar a possibilidade de uma conversa franca para alguém que está sofrendo pode ser a diferença entre a vida e a morte.

Quem tenta pôr um fim à própria vida geralmente avisa antes. Dê a devida atenção aos amigos e familiares que verbalizarem pensamentos como "que vontade de sumir deste mundo". O seu apoio, afeto, compreensão e empatia podem, sim, ser os primeiros passos no caminho da cura das emoções e da aceitação de um tratamento profissional. Invista o seu tempo em apenas ouvir, sem preconceitos e imposição de opiniões.

Mas de que forma identificar os sinais de que alguém precisa de ajuda? Uma pergunta básica é: como a pessoa está se sentindo? Parece simples, mas em meio a tantos "tudo bem?" ditos de forma automática, nem sempre encontra-se um espaço real para falar sobre si.

A observação também é importante. A irritabilidade e o afastamento social são indícios de que algo não está bem. Aquela pessoa que gostava de ter uma relação com os seus amigos e agora está ausente. Assim como o abandono de atividades benéficas praticadas anteriormente, como exercícios físicos e a realização de planos para o futuro. O sono é outro sinal de alerta: trocar o dia pela noite e ficar acordado por muito tempo.

Há diversos quadros clínicos que demandam atenção especial. O principal deles é a depressão, que acomete todas as faixas etárias. Os jovens, por exemplo, são muito afetados pela perda de vínculos sociais mais próximos por conta da digitalização. A doença começa lentamente, até agravar e provocar angústias existenciais. E ela não escolhe suas vítimas. Acomete diretores de empresas, médicos, profissionais de todas as áreas e classes sociais. Vencer o preconceito e buscar ajuda psicológica e psiquiátrica é um caminho para vencer as dores da alma e recuperar o importante e necessário prazer de viver.

Fonte: Carlos Wilson Marsaro

Carlos Wilson Marsaro

 Psiquiatra do Sistema Hapvida

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