Política - traz ou leva fortunas?

13.04.2019

A HISTÓRIA da humanidade mostra a  proximidade entre o poder e o dinheiro. Do rei Salomão passando por Nicolau II da Rússia por exemplo. Mas há quem se aproveita da relação com o poder para levar vantagens. Lá atrás a Mercedes Benz, a Hugo F.Boss, a Bayer e Basf cresceram na sombra de Hitler; de carros, uniformes de exercito e gás para matar judeus em campos de concentração. Nos ‘States’ a família Rockefeller também soube tirar vantagens do poder durante décadas. 

NO BRASIL essa relação também é antiga com a política abrigando personagens interessantes em certas épocas. O banqueiro (Banco Nacional) Magalhães Pinto não resistiu aos encantos do poder e acabou governador de Minas Gerais. Para observadores, os prejuízos da aventura teriam sido maiores do que os lucros. Outro banqueiro político foi José Andrade Vieira ( Bamerindus ) que acabou sem o banco e poder. Aqui o Banco Financial foi sacrificado no embate interno da Família Coelho polarizado entre Italívio Coelho e Lúdio Coelho. 

ORESTES QUERCIA   foi um personagem que lucrou com a política e suas relações. Locutor de rádio em Campinas passou pelo Senado e chegou ao Governo Paulista amealhando uma fortuna fantástica objeto de discórdia de seus herdeiros. Na época teria havido um acordo com o regime militar que ameaçava investigar e confiscar seus bens de origem discutível. Já nos dias atuais as empreiteiras – como mostrou a Operação Lava Jato –   são as grandes parceiras do poder através de propinas como revelou o veterano empresário Emílio Odebrechet e outros processados e presos. 

SUCE$$O  e desastre ocorrem em todos os recantos, inclusive perto de nós.  Exemplos não faltam, mas devido aos riscos de responder judicialmente, omite-se os nomes dos  personagens. No interior do Estado o sonho do poder turbinado pela vaidade  fez ricos ficarem pobres envolvendo venda de fazendas, agiotagem, vacas arrendadas, dívidas impagáveis e famílias desfeitas.   Na capital,  uma minoria se deu bem  através de esquemas juridicamente legais com empresas de fachada. Como o país virou uma lavanderia, esse dinheiro acaba legalizado um dia.

CREDIBILIDADE  Já foi o tempo em que uma notícia do Jornal Nacional era palavra de ordem para o país inteiro. Essa constatação se aplica também as pesquisas do IBOPE  e do DataFolha que acabavam influenciando – por razões diversas – na decisão de grande parte do eleitorado. Grande maioria colocou em dúvida a veracidade dos números. Não há mais ingênuos. 

BOQUINHAS Seria  preciso um computador daqueles da NASA para conseguir catalogar quantos petistas já perderam suas boquinhas no Governo Federal e quantos  ainda estão esperando a vez do facão. Aqui não é diferente. Se antes o PT tinha 4 deputados estaduais, agora só tem dois. Mas é notório que muitos discípulos do Lula já se arrumaram na Assembleia Legislativa. Sabe como é – um cabidinho aqui – uma boquinha acolá – e eles vão brotando como grama entre as pedras.  

“Assim que os militares deixaram o poder, o esquema começou” (Emílio Odebrect)

Fonte: Manoel Afonso

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