Estudante de escola pública de Indaial conquista aprovação em Medicina na UFSC

Érick também suporte das aulas do PréUFSC, cursinho gratuito oferecido pelo Campus Blumenau

13.03.2019

Érick Schnorrenberger, de 18 anos, então estudante da EEB Raulino Horn, de Indaial (SC). Com o suporte das aulas do PréUFSC, cursinho gratuito oferecido pelo Campus Blumenau, e o apoio da família ele conquistou a vaga e iniciará, em agosto deste ano, os primeiros passos na carreira médica na UFSC. O curso somou 204 candidatos/vaga mantendo-se no topo do ranking das carreiras mais disputadas da universidade.

De família simples, oriunda de Itapiranga, no Extremo Oeste catarinense, o novo calouro da UFSC aprendeu desde cedo o significado de persistência e o gosto pela leitura com os pais. 

“Desde crianças eles [referindo-se também à irmã, Ketlyn] devoravam gibis. A gente tinha que contar várias e várias vezes histórias para eles. Também sempre estavam na biblioteca municipal de Indaial. Voltavam para casa com pilhas e mais pilhas de livros”, recorda Lauro Schnorrenberger, pai de Érick. 

Para ambos, a educação para a leitura foi de vital importância no desenvolvimento de competências como concentração e interpretação.No 8° e 9° ano do fundamental, Érick participou das competições da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBMEP), conquistando a medalha de bronze e uma bolsa do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC).

Essa experiência o motivou a seguir sozinho na preparação para o vestibular durante o ensino médio. Mesmo com um boletim impecável – com notas que variavam em sua maioria entre 9,0 e 10,0 – o estudante não relaxava na rotina escolar. “Eu sempre estudei muito…assim, eu sempre fui o nerd da sala [risos]. Sempre fiz mais do que precisava, para além dos trabalhos, das provas. Os professores me questionavam por que eu estudava tanto se eu já estava com notas excelentes para passar. Mas eu sabia que se eu quisesse aprovar no vestibular, tudo tinha que ser diferente”, contou. Logo no 1° ano do ensino médio o estudante começou a fazer simulados e no 2° ano adquiriu um cursinho online, elaborando por conta própria os cronogramas de estudos. “No mesmo ano eu fiz o Enem e o vestibular da UFSC e me saí relativamente bem”, contou. Nesse intervalo de cerca de dois anos, com o auxílio dos pais, Érick conseguiu subir sua média de pontuação no Enem de 450/480 para 740. 

Em 2018, depois de conversar com os professores e ler mais a respeito da profissão médica, veio a decisão pela graduação a ser seguida. “Eu sabia que Medicina era o curso mais concorrido da universidade, mas então pensei que se eu passasse para este, caso eu quisesse trocar de opção depois, teria condições de ser aprovado em qualquer outra graduação”, explicou.

A rotina de estudos era rigorosa: começava às 7h30min na escola e se estendia até às 22h em casa, de segunda a sexta. Aos sábados, Érick vinha ao Campus Blumenau para assistir às aulas do PréUFSC. Redes sociais e aplicativos de mensagens? Nem pensar. “Eu saí do whatsapp, era muita distração”, afirma sem vacilar. “Eu lia os livros do vestibular e fazia todas as questões das provas anteriores: imprimia e resolvia tudo na mão, para sentir mesmo como era”, recorda. Aos finais de semana, para descansar a mente, aproveitava para tocar violão, viola, jogar bola e ficar com a família. Não sem antes reservar um tempo aos domingos para o planejamento da semana seguinte.

No PréUFSC, Érick entrou em contato com muitos conteúdos anteriormente vistos no colégio, mas agora de forma aprofundada, algo que as aulas regulares não conseguiam suprir, em sua opinião. Para ele a receptividade e o suporte da equipe do cursinho, com monitorias, oficinas e apoio psicopedagógico foi fundamental, além do contato constante com os graduandos o que, segundo ele, permitiu diminuir a ansiedade projetada acerca dessa nova etapa da vida. “A gente que estuda na escola pública às vezes não sabe muito bem como que é a universidade. E é muito difícil participarmos de coisas como as que foram oferecidas nas oficinas, tanto de redação quanto nessa parte de apoio psicológico, além de aulas sobre física moderna ou exercícios práticos de química como os que fizemos nos laboratórios”, relatou.

Quando questionado se havia feito provas para mais de uma universidade, ele explica que sua estratégia foi esmiuçar ao máximo o certame da UFSC e apostar apenas na instituição, por causa de fatores como permanência e distância da família. “Como eu estava estudando sozinho, foquei na UFSC porque o estilo da prova é bem diferente (somatório). Nos cursinhos especializados a gente sabe que o pessoal estuda o dia todo para todas as universidades, mas cada prova é diferente. Então eu fui só nela (UFSC), era tudo ou nada. E deu certo”, comemora.

Fonte: UFSC

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