Criciúma pode receber primeiro colégio militar em 2020

Governo pretende aprovar lei que permite que oficiais da reserva possam fazer a gestão das unidades

13.03.2019

Criciúma deve ganhar em 2020 o seu primeiro colégio militar. É essa a expectativa do comandante da 6ª Região de Polícia Militar, coronel Cosme Manique Barreto. “Eu tenho confiança e fé que vai acontecer o colégio, acredito que em 2020 a gente possa estar inaugurando a unidade aqui do Sul", disse o comandante.

A ideia vem sendo debatida nos últimos anos. A unidade mais cotada era a Escola Heriberto Hülse, no Bairro Próspera, mas a possibilidade não agradou a comunidade escolar e provocou protestos de professores. A situação fez surgir um novo nome, o da Escola Rubens de Arruda Ramos, no Bairro Ceará, que fica a um quilômetro de distância da sede do comando militar. 

De acordo com o deputado estadual Jessé Lopes (PSL/SC), idealizador do projeto,  resta agora o aval do governador para implantar em Criciúma o colégio militar.

Proximidade

A proximidade da escola com o comando é um benefício, mas não é obrigatória. “É independente do ambiente, lógico que, se o colégio for próximo da instituição policial militar, fica mais fácil para uma troca de atividades, de serviços que possam decorrer à própria administração do colégio. Mas não há essa necessidade de dizer que sem isso não pode acontecer”, declarou Coronel Cosme Manique Barreto. 

“Qualquer escola com as condições mínimas e que tenha possibilidade ser fechada pelo número diminuto de alunos tranquilamente pode ser encampada para o projeto”, complementa.

Participação de oficiais da reserva

A resistência de escolas em receber a novidade não é o maior empecilho para que o Governo do Estado leve adiante o projeto do colégio militar. A ideia esbarra, principalmente, na necessidade prevista no estatuto de polícia militar, que, segundo Lopes, coloca como obrigação que as atividades sejam desenvolvidas por policiais da ativa. 

O secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, já adiantou que o Governo estuda como solução desenvolver uma lei que crie a possibilidade de utilização de oficiais da reserva.

Expectativas

A expectativa do Governo, de acordo com o secretário, é de que, após superada essa questão legal, o sistema militar possa ser implantado em aproximadamente 40 escolas catarinenses, entre estaduais e municipais. As cidades e unidades já estão sendo mapeadas pelas equipes da Secretaria de Educação e da Polícia Militar. 

O modelo buscado é o que tem militares na direção da escola e professores da rede responsáveis pelas aulas. “Esse é o modelo que tem dado muito certo em alguns estados e com os resultados, principalmente nos indicadores da educação por parte dos alunos, bem melhores também”, afirma Uggioni. 

Manifesto pela não militarização

A comunidade escolar criou um Manifesto Pela Não Militarização da E.E.B. Governador Heriberto Hülse. O documento reúne informações sobre os encontros, as opiniões de alunos, pais, responsáveis e do corpo docente, e também mostra o que foi tratado em reunião com a Gered e o Conselho Estadual de Educação. Além disto, os alunos estão realizando um abaixo-assinado junto à comunidade para mostrar a contrariedade à possibilidade de usar o colégio Heriberto Hülse como sede de uma escola militar na cidade.

Gered

De acordo com a gerente da Gered, Ronisi Cristina Agostinho Silva Guimarães, não existe um posicionamento oficial da Secretaria de Estado da Educação. “Não temos nenhuma orientação da Secretaria por enquanto, não tem nada decidido oficialmente e aguardamos a posição da Secretaria”, declara a gerente.

Fonte: 4oito

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