Após incêndio criminoso em escola de Camboriú, mais de mil alunos assistem aulas em refeitório

Salas de aula da unidade estadual Mario Garcia foram danificadas em incêndio na madrugada de segunda-feira (11).

13.03.2019

Em Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, 1,2 mil alunos da Escola de Educação Básica Professor Mario Garcia estão tendo aulas em um refeitório, sem quadro negro. A unidade foi alvo de um incêndio na madrugada de segunda-feira (11). A Gerência Regional de Educação quer analisar melhor com a secretaria a situação de vigias 24 horas em algumas unidades escolares da região.

Com o incêndio, pelo menos duas salas de aula, a biblioteca e um corredor foram atingidos. O fogo foi controlado pelos bombeiros e ninguém ficou ferido. Na segunda, as aulas foram suspensas.

Dificuldades
Para a aluna Maria Luiza Ayres, de 13 anos, foi difícil aprender sintaxe nesta terça (12). A aula foi no refeitório, sem quadro, sem carteira individual e com muito barulho. "Tá ruim, né? Dentro da sala seria um pouco melhor porque é muito barulho [no refeitório]. É ruim pra escutar", disse a jovem.

A professora Raquel de Oliveira também encontrou dificuldades. "Os alunos estão sempre ali tendo que enfrentar a passagem de alunos, a conversa. É complicado pra explicar matéria, sem um quadro, sem ter o apoio que a gente precisa".

A sala do nono ano da escola foi uma das atingidas pelo incêndio. Os vizinhos disseram que dois garotos quebraram uma janela e atearam fogo.

As chamas começaram na biblioteca e avançaram para as duas salas que ficam na sequência. Só que outras duas que ficam mais distantes também não podem ser usadas porque o cheiro de fumaça é muito forte.

Além disso, há a preocupação com a segurança da estrutura, como alertou a diretora da escola, Marian Sampaio. "O telhado das salas de aula está comprometido. Qualquer descuido pode acontecer um acidente".

Centenas de livros que seriam usados pelos alunos neste ano ficaram queimados. E, se chover, molha o que sobrou, porque o local ainda está sem cobertura.

Outros casos
Na mesma madrugada, em outra escola estadual de Camboriú, a José Arantes, um princípio de incêndio também foi registrado. Duas pessoas foram vistas colocando fogo em um colchão encostado na parede da escola. O fogo foi controlado a tempo.

O gerente Regional de Educação, Ken Ichi Becherer, disse que os dois casos não têm relação. As duas escolas não têm vigilantes à noite.

"Entrei em contato com a Secretaria de Educação para que a gente possa analisar melhor essa situação dos vigias 24 horas em algumas unidades escolares nossas aqui da região", afirmou o gerente.

Ainda na madrugada de segunda houve mais um ato de vandalismo, desta vez na delegacia. Uma pedra foi jogada e a porta quebrou. A Polícia Civil está investigando a relação entre as três ocorrências.

Fonte: G1 SC

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